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A importância do desenho infantil nos primeiros anos de vida

  • Educação Infantil | Alunos do Maternal II professora Rosangela

Estimular a criança a desenhar desde pequena, é importante para ajudá-la a se expressar. O desenho também é uma maneira de perceber como está o desenvolvimento dos pequenos, nas diferentes etapas da infância.

Cada criança é única, mas todas se desenvolvem. No dia a dia escolar o desenho é uma ferramenta lúdica importante que, juntamente com outras estratégias, contribui para o acompanhamento do desenvolvimento infantil dos alunos.

No começo, o que fica no papel são alguns rabiscos sobrepostos em várias camadas. A mão tenta equilibrar o lápis, ainda sem muita firmeza, e o limite físico da folha é quase sempre ultrapassado.

Quando dá seus primeiros passos no desenho, que neste momento inicial recebe o nome de garatuja, a criança está mais interessada no efeito surpreendente que produz ao passar o lápis sobre o papel do que em representar qualquer coisa. Predomina a imaginação.

É com o passar do tempo e com os estímulos oferecidos à criança que o desenho evolui, passa a ter formas mais precisas, até que enfim apresenta figuras mais nítidas e bem definidas.

Entenda mais sobre garatuja

De 1 a 2 anos de idade – garatuja desordenada: a criança não tem consciência de que o risco é a consequência de seu movimento com o lápis. Não olha para o que faz, segura o lápis de várias maneiras, com as duas mãos alternadamente. Todo o corpo acompanha o movimento enquanto faz o desenho. Faz figuras abertas (linhas verticais ou horizontais) em movimentos de vai e vem.

A partir dos 2 anos – garatuja ordenada: a criança descobre a relação traço-gesto e se entusiasma. Passa a olhar o que faz, tentando controlar o tamanho, a forma e a localização no papel, variando as cores intencionalmente. Começa a fechar suas figuras de forma circular ou espiralada.

A partir dos 3 anos – garatuja nomeada: representa intencionalmente um objeto concreto, através de uma imagem gráfica, passa mais tempo desenhando. Distribui melhor os traços pelo papel descrevendo verbalmente o que fez e começa a anunciar o que vai fazer. Alguns movimentos circulares associados a verticais começam a dar forma à figura humana. A cabeça é desenhada maior do que o restante do corpo.

Dos 4 aos 6 anos – pré-esquemática: começa a descoberta da relação entre o desenho, o pensamento e a realidade. Quanto aos espaços, os desenhos são dispersos inicialmente, não relacionados entre si. A representação da figura humana evolui em complexidade e organização – aparecem lentamente os braços, as mãos, os pés, muitas vezes com vários dedos radiados, às vezes o corpo aparece. A criança desta fase não consegue organizar graficamente um todo coerente. Os objetos são desenhados de forma solta e a relação entre eles é subjetiva. Em relação à cor, a escolha é subjetiva e ligada às emoções do que está sendo vivido.